Análise gratuita com psicanalistas membres da Escola, em supervisão permanente. A inscrição é aberta: qualquer pessoa pode se inscrever.
Quero me inscrever
Stella do Patrocínio
Rio de Janeiro, 1941 — 1992
Stella nasceu no Rio de Janeiro em 9 de janeiro de 1941. Aos 21 anos foi recolhida da rua e internada. Passou trinta anos em instituições psiquiátricas, vinte e seis deles na Colônia Juliano Moreira. Segundo suas próprias palavras, foi levada por ser “nega, preta e criola” — como se alguém tivesse o direito de governá-la.
Dentro do manicômio, Stella falava. Chamava o que produzia de falatório. Nos anos 1980, o Projeto de Livre Expressão Artística do Núcleo Teixeira Brandão — fruto da luta antimanicomial brasileira — gravou suas conversas com Carla Guagliardi e, depois, com Mônica Ribeiro de Souza. Em 2001, quase dez anos após sua morte, esse material foi transcrito e organizado por Viviane Mosé no livro Reino dos bichos e dos animais é o meu nome.
Eu estava com saúde Adoeci Eu não ia adoecer sozinha não Mas eu estava com saúde Estava com muita saúde Me adoeceram Me internaram no hospital E me deixaram internada E agora eu vivo no hospital como doente
Stella nunca elogiou a loucura. Ela dizia doença mental — e dizia para negar que aquele lugar fosse dela. O seu falatório é uma crítica ao ambiente asilar feita de dentro dele: não foi a loucura que a adoeceu, foram as ações que a institucionalizaram.
É por isso que esta clínica-escola leva o seu nome. Escutar alguém sem sequestrá-lo do seu mundo, sem transformar sofrimento em diagnóstico que aprisiona, sem tratar ninguém como indigente: é esse o compromisso que o nome de Stella nos cobra.
Grafia do nome, datas e biografia conforme a pesquisa de Anna Carolina Vicentini Zacharias, Stella do Patrocínio: da internação involuntária à poesia brasileira (dissertação, Unicamp), que também reconstituiu a família de Stella e identificou que o poema “Nasci louca”, longamente atribuído a ela, foi enunciado por outra interna do Núcleo Teixeira Brandão.
O atendimento é gratuito. A clínica-escola é aberta: qualquer pessoa pode se inscrever, sem encaminhamento de instituição. Você preenche o formulário dizendo como podemos te chamar, como te responder e em que dias e turnos você pode ser atendide.
A inscrição entra numa fila de espera: a demanda é maior do que a nossa capacidade de atendimento. Assim que tivermos disponibilidade, a coordenação entra em contato para uma primeira conversa e, a partir dela, faz o encontro com a psicanalista ou o psicanalista que tenha horário compatível com o seu.
Todes que atendem aqui são membres da Escola e mantêm supervisão permanente do seu trabalho clínico.
Psicanalistas periphéricos que atuam na Clínica-Escola Stella do Patrocínio.
Coordenação do dispositivo clínico
Hudson A. R. Bonomo
Jairo Carioca de Oliveira
Ronald Lopes
Supervisão dos atendimentos
A inscrição aqui tem fila e uma conversa antes do primeiro encontro. Se a urgência é agora, o CVV atende 24 horas, de graça.
Rede de Apoio — CVV, SAMU e CAPSRonald Lopes
Atendimento psicanalítico periphérico
Adriana
Ayrton Yuri Alves Souza
Barbara Dierkers Boesel
Clerian da Silva Pereira
Daniel Henrique Gomes Macimo
Elisa
Guilherme Soraggi Lopes de Amorim
Katia Luze
KEALLY
Lei Eliel Sassine
Magdalena Ewa Markowicz
Maria Aparecida da Silva
Millene Flores
Osvaldo Batista de Mello Netto
Pat ou Patty
Pedro Impuro
Rafael Felício Jr.
Stefania Gomes
Suênia Duarte
Victor Ibanhês
Wilza Freitas Pereira Mazur
Zezinho